Comer Insetos,  Geral

Insetos Podem se Tornar a Nova Carne em Breve

Já pensou em hambúrguer de besouros, almôndegas de bicho-da-farinha e o que mais a sua imaginação permitir. Em breve, comidas como essas poderão deixar de ser exóticas, diferentes para se tornarem parte da nossa alimentação diária. Certamente soa estranho para nós. consumir insetos, como assim? Embora o consumo de insetos seja bem grande mundo afora, ainda parece estranho para nós ocidentais. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas façam consumo em sua dieta, sendo países da Ásia e da África os principais adeptos.

Quando o assunto é o meio ambiente, uma produção sustentável de alimentos é um tema obrigatória e de suma importância. Cientistas do mundo todo, tem procurado alternativas viáveis para garantir que o acesso a alimentos saudáveis e nutritivos não seja um problema no futuro, principalmente com a população mundial crescente e os recursos naturais cada vez mais limitados. Entre as opções está a criação de alimentos à base de insetos( uma equipe australiana está explorando a possibilidade de adicionar ao cardápio alternativo, “carnes” de gafanhotos e outros insetos para substituir as fontes tradicionais de proteína animal).

Os insetos não devem demorar a se popularizar no resto do mundo. De acordo com estudos, o mercado global de insetos comestíveis tem potencial para quase triplicar até 2023, chegando a US$ 1,18 bilhão. Para muitos, a ideia de comer insetos parece bastante absurda. Porém, um estudo recente mostrou que a ingestão de insetos já é praticada em pelo menos 113 países do mundo. Apenas para os ocidentais, o inseto ainda não é uma alternativa alimentar. Diversas pesquisas indicam que, mesmo deste lado do mundo, esse tipo de refeição seria aceita caso os insetos viessem processados (de forma disfarçada).

As razões para esse possível crescimento, como aponta um artigo, são inúmeras. Comparados às vacas, aos porcos e aos frangos, por exemplo, os insetos podem ser criados de forma mais sustentável e provavelmente mais barata. O maior potencial para a produção sustentável de proteína é com insetos e novas fontes vegetais. Por exemplo, uma vaca produz, a cada quilo que pesa, 2,8 quilos de gases do efeito estufa. Um quilo de insetos, por sua vez, produz apenas 2 gramas. Além das emissões, o gasto de água e recursos naturais também seria bem menor. Para cada quilo, o gado precisa de 10 quilos de alimentos para se manter. No caso dos insetos, a demanda cai para 1,7 quilo. E, enquanto para produzir um grama de proteína de inseto são necessários 23 litros de água, no caso do gado são gastos 112 — enquanto porcos precisam de 57 litros e frangos, 34. A criação de insetos demandaria bem menos espaço e máquinas muito menores, o que poderia contribuir para a diminuição de gastos.

Os consumidores sairiam ganhando ao incluir os insetos no cardápio, pois suas composições nutricionais são mais diversas que as das carnes comuns, enquanto as proteínas são encontradas em quantidades semelhantes. Entretanto, antes de introduzi-los definitivamente no cardápio, a ciência busca formas de alinhar preferências. A equipe australiana, por exemplo, também tem se concentrado na produção sustentável de frangos de corte. Para tanto, eles pretendem substituir os farelos de grãos, como soja, por farelo de larvas de mosca negra. Segundo pesquisadores, incluir até 15% de farelo de larva na alimentação dos animais não compromete o desempenho da produção de frango, a eficiência no uso de nutrientes nem o aroma, sabor, suculência e maciez da carne.

Além de manter o frango na dieta, os pesquisadores ainda querem adicionar outras alternativas, como a carne de canguru e coelhos. Segundo eles, esses animais podem ser melhores fontes de proteína, já que é possível manejá-los em áreas consideradas inadequadas para a criação de frangos, porcos e bois. Outro objeto de pesquisa é o rooibos – um arbusto encontrado na África do Sul usado principalmente para a produção de chá. A planta tem sido testada para verificar seu potencial como aditivo natural no processo de fabricação da carne de coelho.

BENEFÍCIOS

O consumo de insetos tem vantagens relacionadas ao meio ambiente, a sociedade e também ao valor nutricional que possuem. Algumas vantagens:

  • Formam um recurso alimentar natural e renovável;
  • Tem em sua composição substâncias parecidas com as da carne animal como boi, galinha, peixe e porco;
  • Possuem grandes quantidades de proteínas, lipídios e vitaminas;
  • Podem ser criados em sistemas de mini fazendas;
  • De maneira proporcional, possuem maiores quantidades de proteínas que a carne dos vertebrados;
  • Não necessitam de grandes áreas de pasto e nem necessitam de grande consumo de água como a produção de carne dos vertebrados;
  • Podem solucionar em grande parte o problema da fome e desnutrição nas regiões mais pobres do mundo.

Como podem ver, são muitas as vantagens do consumo de insetos e, talvez seja uma questão de repensar a visão que temos deles na nossa vida, nossa alimentação.

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